Existem roupas específicas para práticas específicas. Logicamente, elas são úteis e talvez até possam melhorar seu desempenho em tais práticas. Há também o fator de tais roupas específicas serem de melhor qualidade de acordo com o preço. Mas a questão é, até onde vai o limite ? Até onde os valores se invertem ? Quanto que tu estás disposto a pagar pelo o que tal marca representa ideologicamente ?
Então, cada marca de tal roupa específica irá determinar o que tu fazes, tuas atitudes, teus pensamentos, tuas crenças, tua classe social, teu meio de convívio e as pessoas as quais tu te relaciona. Então ao usar tal marca, tu estás te definindo. Logo, se te defines, te limitas. Ou seja, ao escolher ser uma coisa, estás abrindo mão de ser todas as outras. E tu és, ao longo da tua vida, muitas definições, no entanto nenhuma delas é tu verdadeiramente. O teu ser verdadeiro(essência) é um ator o qual encena vários papéis mas ele não é nenhum desses papéis em específico, mas sim todos !
Portanto devemos sim adotar diversas roupas e acessórios para melhor desempenhar tais funções(tais com kimonos, roupas para tênis,ginástica, natação, um boné...) mas não podemos nunca abrir mão de nossa vasta e verdadeira essência. Não podemos ir nos enchendo de conceitos que falam por nós ou coisas do gênero. Devemos ser conscientes de quem nós realmente somos, independente de qualquer marca. Pois ao fazermos não nos permitimos mais ser tão facilmente manipulados por ideologias baratas e muito menos deturparemos as que valhem a pena.
Tratando por outro lado de um aspecto mais financeiro e prático, devemos medir o juízo de valores em relação a tudo. Um relógio pode valer mais que um carro ? E um carro, pode valer mais que uma casa ? Um apartamento "bem localizado" pode valer mais que uma fazenda ?
Tendo isto em mente e refletindo, poderemos nos centrar em uma sociedade que tenta nos fadar à ignorância atráves de manipulações. A única saída para a lucidez e equilíbrio que temos em um mundo que tenta nos dizer quem somos, é acima de tudo saber quem somos.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
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Muito bom teu texto, deixou bem claro a importância de seguir seus valores e sua personalidade antes de se deixar levar por uma propaganda qualquer.E mais, reflexão filosófica pura, se trata de um futuro filosofo, e pra conclui: "Se te defines, te limitas." Tu sabe!
ResponderExcluirMuito bom teu artigo, colocaste a questão do quem somos a cima de qualquer outra consumista, dando os devidos valores ao nosso papel verdadeiro na sociedade, como pessoas. parabéns pedro
ResponderExcluirMuito bom artigo Pedro, gosto da forma como te expressas e da maneira que explora a questão da inversão de valores. Abraço
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